BookCrossing foi a boa do final de semana. Sem registros, sem apegos.
Lucía se chocava ao ver os livros da bruxinha na estante da casa da sogra.
Arrepios de nojo. Asco. (Achava que sairia sebo dos livros, gordura e flacidez, quem sabe eles guardavam uma maldição?) Ele sugeriu fazer uma fogueira. Mas Lucía não gostava da ideia de queimar a Ilíada, livros didáticos, Dickens, e outros clássicos.
Juntou tudo, levou-os a uma praça na frente de uma escola. Eles ficaram lá, imóveis, parados
sobre as mesas com tabuleiros de damas.
No parque grande, aquele em que tanto passearam naquelas quentes manhãs de verão, Lucía, com a ajuda do marido, espalhou os livros sobre os bancos, onde os punks cantavam músicas que eles não sabiam cantar.
Fez questão de deixar os nomes nas folhas de rosto.
Como não estavam nunca na casa da sogra, os pertences da ex, aquela gorducha (e os livros eram o melhor que pudera oferecer) ficaram adormecidos na estante. Mas Lucía não passa por uma estante de livros sem tocá-los, e isso dava nojo. Melhor a estante mais limpa. E assim ficou.
Ni siquiera puedo entender lo que hago a veces, nena pero sé que tu podrías entenderme a mi Sé que es poco pero podrías entender que vine aquí en una misión quiero curar, pero mis manos solo tocan amor.
Mostrando las entradas con la etiqueta gorducha. Mostrar todas las entradas
Mostrando las entradas con la etiqueta gorducha. Mostrar todas las entradas
lunes, junio 14, 2010
BookCrossing
Etiquetas:
apagar,
asco,
benevolência,
book crossing,
borrar,
casamento,
erase,
gorducha,
livro didático,
matrimônio,
Parque Farroupilha,
recuerdos
sábado, abril 24, 2010
Venho sempre...
Você vem sempre por quê?
Por que é feio e sabe?
Por que é lindo e ninguém sabe?
Porque é flácido e nota?
Por que é gordo mas se acha sexy?
Por que solidão dói e quer fazer de conta que não?
Por que quer aprender a ser melhor pra ser pior todo dia??
Comece assim: Reze, arrume-se, emagreça, ou não, como for mais cômodo, trate-se, você já deve ter ouvido de alguém, um remedinho pode fazer maravilhas e nós todos viveremos mais felizes. Ou mais infelizes se esse for nosso lema. Durma até mais tarde, caminhe no parque, deite-se na cama com vontade. Transe com desconhecidos, compre um vibrador e faça sexo anal interracial, de preferência se você for branco. Assuma seu valor. Não esqueça, ele não é tão grande. Ninguém é insubstituível, mas muitas coisas passam e muitas coisas sempre vão passar. Ninguém tem o poder de destruir o encontro de duas almas. O poder que a gente tem é resolver ou não sofrer. Eu escolhi não. Foi e é uma jornada difícil, mas não vai me abalar.
Aquele que passou, que machucou, que rompeu, aquele por quem passamos machucamos e rompemos. A questão não é sermos orgulhosos, mas termos orgulho. As pessoas tem capacidade de escolher com quem querem permanecer e de quem querem se separar. Você tem que assumir riscos. As pessoas que passaram foram.
Tudo o que você lê aqui é ficcional. Você não vai encontrar fotos e fatos.
As únicas coisas reais são: o guarda chuva, o Johnny Depp (não, é bom demais pra ser verdade), Ogum e todas essas coisas, e quem escreveu foi a Dolores. E ela também não é real.
É preciso entender, é preciso deixar de querer racionalizar. É preciso esquecer.
Viver a história como se ela fosse terminar sem final, começar sem enredo. É preciso se despir, crescer. Quem sabe casar. Dizer a verdade sempre. Omitir às vezes e mentir jamais. Menos ainda se for para si mesmo.
Não disputo e nem roubo marido de ninguém. Não preciso tenho o meu e deu!
Precisando mesmo saber quem eu sou, eu sou uma beesha. Gay pride ruuulez.
Por que é feio e sabe?
Por que é lindo e ninguém sabe?
Porque é flácido e nota?
Por que é gordo mas se acha sexy?
Por que solidão dói e quer fazer de conta que não?
Por que quer aprender a ser melhor pra ser pior todo dia??
Comece assim: Reze, arrume-se, emagreça, ou não, como for mais cômodo, trate-se, você já deve ter ouvido de alguém, um remedinho pode fazer maravilhas e nós todos viveremos mais felizes. Ou mais infelizes se esse for nosso lema. Durma até mais tarde, caminhe no parque, deite-se na cama com vontade. Transe com desconhecidos, compre um vibrador e faça sexo anal interracial, de preferência se você for branco. Assuma seu valor. Não esqueça, ele não é tão grande. Ninguém é insubstituível, mas muitas coisas passam e muitas coisas sempre vão passar. Ninguém tem o poder de destruir o encontro de duas almas. O poder que a gente tem é resolver ou não sofrer. Eu escolhi não. Foi e é uma jornada difícil, mas não vai me abalar.
Aquele que passou, que machucou, que rompeu, aquele por quem passamos machucamos e rompemos. A questão não é sermos orgulhosos, mas termos orgulho. As pessoas tem capacidade de escolher com quem querem permanecer e de quem querem se separar. Você tem que assumir riscos. As pessoas que passaram foram.
Tudo o que você lê aqui é ficcional. Você não vai encontrar fotos e fatos.
As únicas coisas reais são: o guarda chuva, o Johnny Depp (não, é bom demais pra ser verdade), Ogum e todas essas coisas, e quem escreveu foi a Dolores. E ela também não é real.
É preciso entender, é preciso deixar de querer racionalizar. É preciso esquecer.
Viver a história como se ela fosse terminar sem final, começar sem enredo. É preciso se despir, crescer. Quem sabe casar. Dizer a verdade sempre. Omitir às vezes e mentir jamais. Menos ainda se for para si mesmo.
Não disputo e nem roubo marido de ninguém. Não preciso tenho o meu e deu!
Precisando mesmo saber quem eu sou, eu sou uma beesha. Gay pride ruuulez.
Suscribirse a:
Entradas (Atom)